|
quarta-feira, setembro 22, 2004
|
|
|
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Esse texto é do MIGUEL FALABELLA, recebi por e-mail, interessante que ele exprime exatamente o que às vezes eu sinto e não consigo exemplificar.
Pois é... eu como todas as pessoas tb tenho dificuldades de expor o que eu sinto. Fiquei esse tempo todo sem postar.. andei refletindo muitas coisas... mudei um pouco, estou tentando mudar... acho que toda vez que nos propomos a mudar, essa mudança é pra melhor.. estou mudando... é difícil.. dolorido, mas necessário.
Viajei semana passada, resolvi umas situações mal explicadas tb, foi bom.. estou mais leve...!
enviado por Danni Sunflower as 3:03 PM
|
|
quinta-feira, setembro 09, 2004
|
|
|
Acho que sou burra realmente... dou um valor excessivo às pessoas... valorizo demais ... saio sempre perdendo... perco sempre.... ou são eles quem perdem?
Hoje estou como não gosto de estar...sem perspectivas... sem graça.. sem assunto... não gosto de me senti assim,... afinal quem gosta de se sentir pequena... é assim que estou... pequena... como se tivesse me pegado e me apertado até eu ficar bem amassadinha... estou amassadinha... igual a uma bola de papel imprestável na lata de lixo... na lata de lixo... poucas vezes me senti assim... e mais estranho é que é no meio do dia... as pessoas nem se dão conta do que estou sentindo...escondo-me sempre atrás desse sorriso... escondo-me sempre atrás dele... mas quando mais me escondo mais sangra tudo o que há em mim... muito dolorido ficar assim... sorrisos e sangue... sangue e lágrimas... lágrimas e dor é tudo que hoje eu sou.
enviado por Danni Sunflower as 4:02 PM
|
|